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19/10/2008 GMT 1

Só porque não me apetece…

estrella @ 22:27

Ás vezes não faz coisas só porque não lhe apetece? Pois é este é o meu caso. Até podia fazer um texto sobre algo interessante. Podia falar de coisas bonitas, que pudessem mudar as nossas vidas. Algo que pudesse ser valorizado perante a sociedade. Poderia falar dos maravilhosos mistérios do mar, da intensa luz do sol, de como é bonito ver o céu cheio de estrelas cintilantes. Também podia falar sobre a amizade, como ela nos ajuda a ultrapassar as nossas fraquezas, e como sentimos falta da amizade em poucos dias.
Bem, podia falar de enumeras coisas, umas mais interessantes que outras.
Mas na minha opinião ninguém ia ligar a esses textos, iam ser só mais um para o meio de tantos que já existem. E para fazer um texto diferente, que não fosse igual a esses que andam por ai a circular, tinha que ser extremamente interessante e bem redigido e eu não o vou fazer porque não me apetece.
Mas já viram se todas as pessoas pensassem assim? Se todas resolvessem não fazer as coisas porque não lhes apetece! Este mundo estaria numa desgraça.
Embora não me apeteça acabei por fazer um texto. Se calhar não esta tão bom
como um que eu tivesse vontade de fazer.
Mas isto tudo serviu para perceber que embora ás vezes não me apeteça fazer nada tenho que me esforçar para o fazer. Pois só assim dando o exemplo, é que vou conseguir como que as pessoas façam o mesmo.

Se eu morasse num livro de capa amarela

estrella @ 22:21

Se eu morasse num livro de capa amarela, só queria aparecer nos últimos capítulos. Gostava que esse livro tivesse um lugar de destaque e fosse interessante.
Se o livro de capa amarela fosse uma história para crianças, gostava de ser uma personagem misteriosa. Não queria que o autor me atribui-se o papel de uma personagem, cujo a sua história não fosse logo revelada nos primeiros capítulos.
Gostava que a minha personagem deixa-se as crianças a pensar qual seria o meu papel naquela história.
Mas se por acaso o livro de capa amarela fosse destinado aos adultos, eu gostava de ser uma personagem intensa. Que marca-se as pessoas, que liam aquele livro, de alguma maneira.
Gostava muito, principalmente, que as pessoas gostassem do livro. Não me iria fazer diferença se eu fosse, ou não, a personagem mas adorada dos leitores. Queria também que fizessem fila para comprar o bonito livro de capa amarela. Uma coisa que nunca dispensaria era estar uma prateleira só som livros de cores neutras, para que todas as pessoas reparassem em mim.
Mas não posso querer ficar com o prestígio todo para mim. Porque se tivesse sucesso era graças ao escritor que escrever o livro, o ilustrador que lhe meteu uma linda capa amarela e claro não podemos esquecer a bibliotecária, que me arrumou num lugar onde todos poderiam reparar em mim.

Obviamente, não!!!

estrella @ 22:19

Metia a trabalhar na sua empresa alguém que no currículo constasse fracassos? Aceitaria como sócio num projecto alguém que já tivesse sido gestor de uma empresa que faliu? E colocaria no seu currículo um fracasso profissional? Não é necessário ser grande especialista para arriscar uma resposta. Obviamente "NÃO!". E "não" por várias razões.
"Não!" porque maior parte das pessoas ficam marcadas para o resto da vida por um erro do momento.
"Não!" porque a cultura não aceita que o fracasso possa ter um efeito pedagógico.
"Não!" porque a "pedagogia do insucesso" não passa de uma miragem e o célebre provérbio "errar é humano" nunca e’ aplicado no nosso quotidiano.
Ocorrem-me, assim de repente, uma série de argumentos que mostram que quem fracassa uma vez está "queimado" para o mundo empresarial.
Acredito que não há processo de aprendizagem que não passe por um fracasso, pois é com eles que aprendemos. Não há evolução sem desilusão. O insucesso é semelhante às "dores de crescimento". É necessário passar por elas para "ser grande". Porque o sucesso constrói-se com escolhas certas e as escolhas erradas. São elas que nos mostram a nossa capacidade de tomar decisões e só quem já fracassou saberá como evitar esse caminho.
Acredito porém que um líder sem experiência de fracasso pode ser o inimigo nº 1 de uma empresa ou de outro qualquer negócio por ele gerado. A excessiva autoconfiança e incapacidade de lidar com o erro, podem comprometer toda uma equipa e o sucesso de um projecto.
Enquanto nos tivermos esse preconceito, porque isto é um preconceito, nunca vamos conseguir evoluir. E por mais que um fracasso nos marque pela negativa, ele só nos vai ajudar a melhorar as nossas vidas.

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