Obviamente, não!!!
Metia a trabalhar na sua empresa alguém que no currículo constasse fracassos? Aceitaria como sócio num projecto alguém que já tivesse sido gestor de uma empresa que faliu? E colocaria no seu currículo um fracasso profissional? Não é necessário ser grande especialista para arriscar uma resposta. Obviamente "NÃO!". E "não" por várias razões.
"Não!" porque maior parte das pessoas ficam marcadas para o resto da vida por um erro do momento.
"Não!" porque a cultura não aceita que o fracasso possa ter um efeito pedagógico.
"Não!" porque a "pedagogia do insucesso" não passa de uma miragem e o célebre provérbio "errar é humano" nunca e’ aplicado no nosso quotidiano.
Ocorrem-me, assim de repente, uma série de argumentos que mostram que quem fracassa uma vez está "queimado" para o mundo empresarial.
Acredito que não há processo de aprendizagem que não passe por um fracasso, pois é com eles que aprendemos. Não há evolução sem desilusão. O insucesso é semelhante às "dores de crescimento". É necessário passar por elas para "ser grande". Porque o sucesso constrói-se com escolhas certas e as escolhas erradas. São elas que nos mostram a nossa capacidade de tomar decisões e só quem já fracassou saberá como evitar esse caminho.
Acredito porém que um líder sem experiência de fracasso pode ser o inimigo nº 1 de uma empresa ou de outro qualquer negócio por ele gerado. A excessiva autoconfiança e incapacidade de lidar com o erro, podem comprometer toda uma equipa e o sucesso de um projecto.
Enquanto nos tivermos esse preconceito, porque isto é um preconceito, nunca vamos conseguir evoluir. E por mais que um fracasso nos marque pela negativa, ele só nos vai ajudar a melhorar as nossas vidas.

Do Melhor
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